Céu cinzento e escuro, pela janela vejo as arvores abanarem,aos poucos despidas, as folhas caindo na relva.
Sem duvidas chegou mesmo o Outono,fecho as janelas que batem com o vento, aconchego-me no meu velho robe e só penso em algo que me conforte,hum... um bolinho com um café bem quentinho.
Uma espreitadela na dispensa, outra nas memorias, queria um sabor quente no bolo, e lembrei-me que esta combinação( mel,canela,erva doce e nozes) seria perfeita para um entardecer frio e outonal como este.
A filhota estava a chegar da escola , seria um óptimo lanche a duas.
É um bolo simples e pouco doce, rápido de fazer , sujou-me apenas uma tigela e em 15 minutos tinha-o no forno.
Ingredientes :
3 ovos
50 gramas de açúcar amarelo
1 colher( sopa )bem cheia de canela
3 colheres (sopa) de azeite
2 colheres (sopa) de leite
1 colher (chá) de erva doce moída
80 gramas de nozes pecan (outro tipo de nozes também serve)
100 gramas de farinha com fermento
1 colher (chá) de fermento em pó
Primeiro liga-se o forno para ir aquecendo.
Bate-se muito bem os ovos com o açúcar, ate ficar uma mistura cremosa, e bem fofa.
Em seguida, juntam-se a canela, o azeite, o leite, a erva doce e o miolo das nozes em pedacinhos.
Bate -se a mistura cerca de mais uns dois minutos com a batedeira.
Junta -se delicadamente a farinha e em seguida o fermento.
Unta-se uma forma de bolo inglês pequena, com margarina e enfarinha-se,deita-se a massa nela
Alisa-se e leva-se a forno médio. Esta pronto quando enfiado um palito este saia seco. (cerca de 20 minutos de cozedura) convêm ir verificando, depende dos fornos.
Depois de pronto fica no ar um cheirinho maravilhoso, a filhota chegou e soube logo que havia bolo.
Foi um lanche a duas , acompanhado de uma chávena de café fumegante . Entre confidencias do dia, cumplicidades e risos ,numa gula indisfarçada.o bolinho quase desapareceu.
Isto de fazer bolos que se comem tão depressa não será bom para a linha , mas a verdade é que com eles se fazem partilhas, aquece-se a alma e põem-se sorrisos.
Haverá algo melhor do que isto?
4 ovos
6 tomates maduros picados
1 lata de salsicha picada
1/2 chávena (chá) de azeitonas verdes picadas
4 colheres (sopa) de óleo
2 chávenas (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
50gr de queijo parmesão ralado
1 e 1/2 chávena de (chá) de leite
2 colheres (sopa) de salsa picada
Sal,pimenta a gosto
margarina para untar e farinha para untar e polvilhar a forma
Numa tigela misturam-se os ovos, a salsicha , a azeitona. o óleo ,a farinha e o fermento , até incorporar. Depois adicionam o resto dos ingredientes e mexe-se.
Coloca-se a massa numa forma rectangular untada e polvilhada com farinha e vai ao forno pré-aquecido por cerca de 25 minutos.
Coze em temperatura media, está pronto quando enfiado um palito , este saia limpo.
E pronto, desenforma-se e serve-se em fatias, ou tendo feito num tabuleiro quadrado, cortam-se em pequenos cubos,fica também bonito
Espero que gostem desta sugestão, óptima num fim de semana quando não se quer ter muito trabalho, e como ainda estamos em tempo quente, come-se muito bem fria.
Votos de um óptimo fim de semana .
Tinha umas claras para aproveitar e encontrei no meu caderno de receitas estes biscoitos. Fáceis de fazer e óptimos para aproveitamentos.
Uma espreitada na dispensa e confirmei que tinha as amendoas necessarias para a receita.
Os Ingredientes:
125gr de açúcar
125gr de amêndoas moídas com pele
2 claras
1 colher (SOPA) de farinha
1 colher (SOPA) de canela
Quem tiver um moinho de café pode moer as amêndoas nele.
Liga-se o forno a 180 graus.
Trituram-se as amêndoas, junta-se a farinha, o fermento e a canela e reserva-se.
Batem-se as claras em castelo e vai-se adicionando o açúcar. Ficam em ponto de suspiro, firmes e brilhantes.
Envolvem-se com o preparado da farinha ,fermento e canela, delicadamente sem bater.
Forrei um tabuleiro com folha de alumínio e deitei pequenas colheradas de massa espaçadas. Usei outra colher para ajudar , ou seja, punha numa colher e depois com outra empurrava gentilmente para o tabuleiro.
Enfeitei com uma amendoa inteira no topo. Coze cerca de 20 minutos.
Os biscoitos não ficam logo firmes, quando assados, ficam moles ao tacto, precisam arrefecer para enrijecer.
Depois de completamente frios descolam-se bem da folha de alumínio, podem usar em vez da folha de alumínio papel vegetal, e não `e preciso untar, nem uma nem outra.
A textura destes biscoitos `e meio crocante.
Deixam na casa enquanto assam um cheirinho maravilhoso.
Obrigado pela visita. Votos de uma boa semana.
Quem não conhece salame de chocolate? Acompanha-nos nas nossas memorias de crianças.
Tradicionalmente português, aparece em quase todas as festas.
Fácil e rápido de fazer, não tem como sair mal, ate os miúdos o fazem.
A filhota tinha um jantar com uns amigos ingleses e polacos, e queria levar algo como cortesia pelo convite, lembrei-me do salame de chocolate.
Aqui no Reino Unido sempre que se me apresenta a ocasião gosto e faço por dar a conhecer a nossa gastronomia, da qual muito me orgulho.
Variada quer nos doces ou salgados,tem agradado ao paladar estrangeiro com quem eu tenho partilhado os nossos sabores.
Existem muitas versões de salame,esta receita é a tradicional de chocolate e bolachas, aromatizado com vinho do Porto.
O problema aqui é arranjar bolacha Maria, aqui há um tipo de bolacha parecida mas não tem o mesmo sabor nem textura.
Para meu contento encontrei numa Poundland ( que são as lojas dos 300 daqui, custa tudo a 1 libra, mas melhores, nada de chinesices, alias não existem lojas de chineses aqui no UK)como dizia encontrei uma marca de bolachas Maria, espanholas.
Iguais às nossas bolachas portuguesas no sabor e em tudo, agora tenho sempre bolacha Maria em casa e foi com essas que fiz o salame.
Vamos aos ingredientes:
250 gr de açúcar
200 gr de chocolate em pó
75 gr de margarina
3 gemas de ovo
1 colher ( sopa) de vinho do Porto
Eu moí o açúcar, para não se sentirem os grânulos quando se come.
Derreti a margarina no micro ondas, juntei-lhe o chocolate em pó , o vinho do Porto, as gemas de ovo, e misturei bem.
À parte numa tigela parti as bolachas em pedaços pequenos,juntei-lhe as mistura do chocolate e misturei tudo bem.
Estendi a mistura numa folha de alumínio, fiz um rolo que apertei bem, antes de enrolar depois com a folha que apertei bem também.
Depois de enrolado o salame vai para o frio por umas horas.
Serve-se cortado em fatias não muito grossas, e mantendo a folha de alumínio em redor.
Gosto muito desta receita, o salame fica firme mas com uma certa humidade, e o aroma do vinho do Porto combina muito bem com o chocolate.
A minha sobrinha fez 21 anos e como ha muito nao fazia um bolinho decorado, aproveitei a ocasiao e fiz-lhe este, (um simples bolo aromatizado com laranja e recheio com base em leite condensado) como surpresa .
Escolhi este tema porque achei que no dia de anos dos anos elas sao sempre as princesas.
Aqui no Reino Unido, os 21 anos sao festejados com importancia, pois marcam uma despedida de teenager para umas boas vindas e entrada no mundo adulto.
Foi um desafio interessante , e na festa todos acharam engracado o bolo.
Tive ate umas admiradoras mais pequeninas, todas encantadas.
Se estava bom nao sei, quando sai da festa ainda ninguem o tinha partido.
Tambem fiz outro bolo, este uma massa de chocolate leve, com recheio de pessego, natas e leite condensado, com cobertura de merengue italiano.
Fica aqui entao a minha partilha dos bolinhos.
Desejos de uma boa semana.
Famosa tarte de Santiago de Compostela em Espanha. Uma tarte deliciosa tendo como base um recheio de amêndoa, canela e limão.
Reza a historia que a esta tarte teve a sua origem em 1577, durante uma visita de D.Pedro de Porto fez a Universidade de Santiago.
Na altura a tarte era conhecida por "Tarte Real".
A origem da Cruz de Santiago no topo da tarte data de 1924 quando uma pastelaria de Santiago ( Casa Mora) começou a decora -la assim, com essa silhueta característica, espalhando-se o êxito por toda a Galicia e Espanha.
E a 3 de Marco de 2006 a Tarte de Santiago entrou no registo de Indicacao Geografica Protegida.
Com o Estado a regular as exactas medidas de ingredientes que a tarte deve ter na sua confecção para ser considerada a verdadeira Tarte de Santiago.
Uma dessas medidas que a tarte nunca poderá levar farinha na sua confecção.
Ele há duas maneiras de apresentar a tarte, uma com caixa de massa e outra sem caixa.
Eu preferi com caixa, gosto do sabor da massa exterior e penso que assim cozinhada se preserva mais a humidade no interior da tarte quando cozinhada.
Super simples e rápida de fazer.
Fi-la para um lanche de amigos e todos gostaram
Para a massa da caixa usei massa quebrada de compra.
Para o recheio( ou se preferirem sem caixa estes sao os ingredientes da tarte)
Ingredientes:
375 gr de amêndoa moída
375gr de açúcar
6 ovos
raspa de um limão
1\2 ( meia) colher de chá de canela
Numa tijela pomos todos os ingredientes menos os ovos.Misturamos tudo bem.
De parte batemos os ovos á mão, juntando em seguida á mistura anterior.
Unta-se uma forma (26 cm) com margarina e despejamos a massa anteriormente preparada..
Caso queiram a tarte com caixa, é forrar a tarteira com a massa comprada, fazer uns furinhos no fundo com um garfo , e despejar o recheio ja preparado.
Vai a cozinhar em forno pre-aquecido (180 graus) por cerca de 30 minutos. Para verificar se esta cozinhada, o teste do palito, espeta na tarte, se sair seco, esta pronta.
Para o símbolo da Cruz de Santiago, procurar na Net por imagens da Cruz de Santiago, imprimir e recortar.
Põe- se na superfície da tarte e polvilha -se por cima com açúcar em pó ate cobrir tudo bem, depois retirar o recorte com jeito.
Uma excelente sobremesa para rematar um bom fim semana.
Muita gente fica confusa com os tipos de farinha a usar para fazer pão, e se pergunta qual a diferença nas farinhas.
As farinhas para pao e para bolos tem diferencas tanto na composicao, como depois nos resultados.
Farinhas para pão, são mais ricas em glúten, uma proteína existente no trigo , que torna a massa mais elástica, não partindo as suas fibras por acção do fermento biológico.
Farinhas brancas de usó para bolos, são pobres em glúten e ricas em amido, o que torna a massa macia. Se usada em pão , não tem características de elasticidade , pelo que ao fermentar as fibras vão partir e o resultado não fica o esperado.
Depois existe a farinha para todos os usos que da para ser usada em ambos casos, bolos e pão, já que tem glúten e amido doseados de uma forma mais equilibrada para o efeito.
Também existem confusões com os fermentos, existem dois tipos, biológico e químico.
O fermento biológico é composto por fungos microscópicos vivos, enquanto o químico (ou em pó) é feito à base de bicarbonato de potássio.
A forma como eles agem é bastante distinta. Os fungos do fermento vivo alimentam - se da glicose da farinha de trigo: a sua digestão produz, entre outras substâncias, as bolhas de gás carbónico (ou dióxido de carbono) que fazem a massa crescer.
Já no fermento químico, o mesmo gás é obtido em reacções do bicarbonato de sódio com algum ácido.
Na fabricação do fermento em pó, o bicarbonato é misturado a substâncias que se tornam ácidas ao entrar em contacto com líquidos ou quando são aquecidas. O pó já começa a reagir na hora de bater o bolo e, na maioria das vezes, continua a fazê-lo enquanto o bolo está no forno.
Já os fungos do fermento biológico demoram um pouco a fazer seu trabalho e morrem no calor do forno.
Assim, em receitas com fermentação biológica, como pães e pizzas, é necessário esperar a massa crescer antes de começar a assá-la.
Dentro dos fermentos biológicos existem os secos e os frescos, são a mesma coisa. A diferença e que o fresco tem mais humidade .
Sempre que encontrarem medidas de fermento seco ou fresco e fácil converte-las para o tipo de fermento que querem usar, para isso basta saber que o fermento húmido e três vezes mais a quantidade do seco. Depois e só fazer contas.
Se for de húmido para seco , dividem a quantidade indicada por 3, se for seco para húmido multiplicam por tres. Falando da receita, devo dizer que estes paezinhos sao deliciosos, e fizeram sucesso por aqui. Miolo compacto, a lembrar as bolas caseiras que se vendem nalguns lados.
Ingredientes
500 gr de farinha para pão
4,5 dl de agua morna
1 colher( chá ) sal fino
10 gr de fermento biológico seco ( ou 1 saqueta)
Coloca se num alguidar primeiro o sal (nunca misturar o sal ao fermento biológico directamente, mata os microrganismos presentes no fermento) depois a farinha e em seguida o fermento.
Despejar a agua em redor da farinha e depois misturar energicamente tudo durante cerca de 5 minutos.
Devo dizer que a massa fica meio mole mas e mesmo assim.
Tapa- se o alguidar e leveda num lugar abrigado por 1 hora.
Findo esse tempo( a massa duplica o volume) , liga -se o forno (temperatura média-alta), e polvilha- se um tabuleiro com farinha.
Num alguidar com farinha deitam-se uma porção de massa ( usei a colher grande dos guisados, duas colheradas juntas de cada vez) e envolve se com jeito em bastante farinha , e dispõem- se no tabuleiro.
Convém deixar espaços entre os pãezinhos porque a massa espalha um pouco, alem de que depois eles crescem.
Vai a cozer cerca de 30 a 40 minutos.Convém verificar, pois depende dos fornos.
Espero que tenham passado uma boa semana, e fico me por aqui com desejos de um óptimo fim de semana. Obrigado pela visita.
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